sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

PER SONARE - Conjunto Revérbero XXI

Foto: Adolfo Marra Neto
PER SONARE
Feições e afeições da canção instrumental ao longo dos séculos

Conjunto REVÉRBERO XXI
Acordeão: Cristina Mendonça
 Clarinete: Tarcísio Arruda Paes
Violão: Roberto Yoneta
Bandolim: Edson H. Tobinaga
Trompete: Daniel Collaneri



Tornou-se prática corrente, na Itália pré-renascentista, verter, em forma de fantasias instrumentais, canções consagradas como Questa Fanciulla Amor de Francesco Landini (1335-1397).
Dessa prática surgiu durante o Renascimento Tardio (século XVI) a canzona, forma instrumental italiana análoga à da canção propriamente dita.
São famosas as Canzoni per Sonare de Giovanni Gabrieli (1557-1612), um dos principais cultores desse gênero que viria a ser a gênese do que hoje conhecemos por sonata. Na Inglaterra há as ayres de John Dowland (1563-1626), das quais são conhecidas tanto versões cantadas quanto instrumentais. Mais tarde, em pleno Romantismo, há as célebres lieder ohne wörte (canções sem palavras) do alemão Felix Mendelssohn (1809-47), páginas musicais das mais representativas desse período. Vale mencionar o movimento Lied ohne wörte da Serenata Op. 24 de Arnold Schönberg (1874-1951).
Dando ênfase à canção instrumental, o REVÉRBERO XXI propõe, neste programa, um repertório composto de alguns de seus melhores exemplos ao longo da história, além de releituras instrumentais de árias, canções e congêneres.

Fragmentos:
1 - John Adson (c. 1585-1640): Courtely Masquing Ayre nº 1



2 - Francesca Caccini (1587-1640): O che nuovo stupor


3 - Edson Tobinaga: Moderato Cantabile (sobre poema homônimo de Hilda Hilst)


Um comentário:

  1. Intelectual, artistico, e muito bem composto e arranjado. Parabens Edson Tobinaga e musicos.

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